Números e operações jogos

Construção do repertório de cálculos memorizados


Bloco de Conteúdo
Matemática



Conteúdo
Operações com Números Naturais



Objetivo
Construir e/ou ampliar o repertório de cálculos memorizados.

Conteúdos
Adição e subtração.

Anos
2º e 3º.

Tempo estimado
Podem realizadas durante todo o ano, assegurando-se a variação do grau de dificuldade, a fim de propiciar que o repertório seja ampliado permanentemente.


Atividade 1: JOGO DE BATALHA

Materiais necessários: cartas de baralho convencional ou confeccionadas em cartolina.

Encaminhamentos: organize os alunos em duplas e entregue a cada dupla um baralho convencional (ou cartas confeccionadas em cartolina). As faces devem ficar voltadas para baixo, separadas em dois montes. Um aluno por vez retira a primeira carta de cada monte, faz a soma e argumenta acerca do resultado com o amigo. Se acertar a soma fica com as cartas. Ganha o jogo quem terminar com mais cartas.



Atividade 2: TABULEIRO CHEIO

Materiais necessários: dois dados por dupla (podem ser dados convencionais com a numeração de 1 a 6, ou adaptados com numeração maior) e um tabuleiro por aluno.

Encaminhamentos: organize os alunos em duplas. Um aluno por vez joga os dados, faz a soma, conversa com o amigo sobre o resultado, a fim de verificar se está correto. Depois, preenche, em seu tabuleiro, a quantidade de “casas” igual ao resultado da soma. Vence quem completar o tabuleiro primeiro.

Exemplo:



Atividade 3: FICHAS DE ADIÇÃO OU SUBTRAÇÃO

Materiais necessários: fichas com somas (várias, para que possam ser distribuídas por duplas de alunos).

Encaminhamentos: organize os alunos em duplas e entregue a cada dupla várias fichas (pode ser uma aula para os cálculos de adição e outra para os cálculos de subtração, além de poder misturar os dois). Essas fichas devem ficar sobre a mesa com as faces voltadas para baixo. Um aluno por vez pega uma das cartas e faz a soma. O aluno deve explicar como pensou para resolver e o amigo da dupla deverá “concordar” com o resultado. Caso haja discordância, eles deverão argumentar até entrarem em um acordo. Em seguida, anotam as somas no caderno.




Atividade 4: ROLETAS DA ADIÇÃO

Materiais necessários: duas roletas (confeccionadas em cartolina) contendo os números de 0 até 10. Essas roletas deverão ser fixadas na parte baixa da lousa (onde se coloca o giz), apenas por um percevejo, para que seja possível “girá-las”. Duas setas colocadas na lousa (podem ser desenhadas também).







Encaminhamentos: chame um aluno de cada vez para girar as roletas e fazer a soma dos números que pararem nas setas. O aluno deverá fazer a soma e explicar aos colegas como chegou ao resultado.



Atividade 5: ROLETA DA SUBTRAÇÃO

Materiais necessários: uma roleta (confeccionada em cartolina) contendo os números de 0 até 10. Fixar a roleta de maneira que seja possível “girá-la”. Escreva na lousa o número 10 e o sinal de menos para que os alunos efetuem os cálculos.

Encaminhamentos: depois de escrever o número 10 seguido do sinal de menos e de fixar a roleta na lousa com uma seta apontando para ela, chame um aluno de cada vez para girar a roleta e fazer a subtração indicada pela seta. Exemplo: 10 - 7

O aluno deverá fazer a subtração e explicitar qual foi sua estratégia para a resolução.

Atividade 6: ROLETAS DA ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO

Materiais necessários: duas roletas (confeccionadas em cartolina). Uma delas contendo apenas múltiplos de 10 (as dezenas inteiras) e outra contendo os números de 0 até 10. Fixar as roletas de maneira que seja possível “girá-las”.

Encaminhamentos: chame um aluno de cada vez para girar as roletas e fazer a soma dos números que pararem nas setas. Exemplo: 80 + 8. O aluno deverá fazer a soma e explicar aos colegas como chegou ao resultado.

Atividade 7: DITADO DO MAIS 1 OU MENOS 1

Materiais necessários: folha para registro ou caderno.

Regra: ouvir o número ditado pela professora, sempre acrescentar 1 ao número ditado e registrar o resultado do cálculo (ou sempre subtrair 1)

Encaminhamentos: defina se o ditado será de adição ou subtração e dite um número de cada vez. Espere que os alunos registrem os cálculos e, em seguida, converse com o grupo se é fácil ou difícil resolver esses cálculos e o porquê.


Elaboração de cartaz

Para auxiliar os alunos a tomarem consciência da ampliação do repertório que estão construindo, elabore um cartaz que revele os cálculos que já sabem. É interessante nomear os cálculos como “fáceis e difíceis” e pedir que justifiquem o porquê de tal categorização. Com o decorrer das aulas e a esperada ampliação de repertório, é possível “mudar de lugar” os cálculos, passando-os de ‘difíceis’ para ‘fáceis’.



Discussão e reflexão nas aulas



É indispensável que haja um trabalho de reflexão coletiva, considerando esses cálculos como objeto de estudo. O objetivo é permitir que os alunos validem seus próprios recursos e incorporem estratégias de outros alunos. Dessa maneira, esse repertório de cálculos memorizados se constituirá como apoio para a resolução de cálculos mais complexos. Ele permitirá, também, que sejam feitas análises entre as relações e propriedades tanto do sistema de numeração quanto das operações envolvidas em cada tipo de cálculo (ainda que essas não sejam formuladas como tais nas séries iniciais).



Fonte: Revista Nova Escola
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